Castigos de Fátima referidos por João Paulo II

consagracao-de-1984
João Paulo II, em Roma, a 25 de Março de 1984

Logo após a tentativa de assassinato sofrida a 13 de maio de 1981, o Santo Padre João Paulo II, gravemente ferido e em convalescença, requisitou o texto do Segredo de Fátima. O atentado ocorreu precisamente na data de aniversário da primeira aparição de Fátima, às 17:19 horas locais, uma hora que pode também ser interpretada como uma referência a 1917 em forma de anagrama.

Ao ler o texto, sentiu a urgência de consagrar o Mundo ao Imaculado Coração de Maria, tendo-o feito logo alguns dias depois, a 7 de junho de 1981, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. Esta consagração seria renovada no ano seguinte, em Fátima, a 13 de maio de 1982, aquando da visita de João Paulo II a Portugal. Dois anos depois, o mesmo Santo Padre quis ainda realizar uma nova consagração colegial do Mundo ao Imaculado Coração de Maria, que teve lugar a 25 de março de 1984, na Praça de São Pedro.

Para a última das três consagrações solenes em que tentou corresponder aos apelos da Virgem de Fátima, o Papa elaborou uma oração composta por um elenco de preces muito específicas, onde pedia ao Imaculado Coração de Maria que nos livrasse de um conjunto perigos bastante concretos que fez questão de precisar.

Se a consagração solene ao Imaculado Coração de Maria visava corresponder aos apelos da Virgem de Fátima, então os perigos (ou castigos) mencionados por João Paulo II na oração de consagração de 1984 teriam de estar de acordo com o manuscrito da Ir. Lúcia.

[…]

Oh Imaculado Coração! Ajudai-nos a vencer a ameaça do mal, que se enraíza tão facilmente nos corações dos homens de hoje e que, nos seus efeitos incomensuráveis, pesa já sobre a vida presente e parece fechar os caminhos do futuro!

Da fome e da guerra, livrai-nos!

Da guerra nuclear, de uma autodestruição incalculável, e de toda a espécie de guerra, livrai-nos!

Dos pecados contra a vida do homem desde os seus primeiros instantes, livrai-nos!

Do ódio e do aviltamento da dignidade dos filhos de Deus, livrai-nos!

De todo o género de injustiça na vida social, nacional e internacional, livrai-nos!

Da facilidade em calcar aos pés os mandamentos de Deus, livrai-nos!

Da tentativa de ofuscar nos corações humanos a própria verdade de Deus, livrai-nos!

Da perda da consciência do bem e do mal, livrai-nos!

Dos pecados contra o Espírito Santo, livrai-nos, livrai-nos!

[…]

(João Paulo II – ato de consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria a 25 de março de 1984)

Alguns do perigos então mencionados na Praça de São Pedro são de natureza material, enquanto outros são espirituais. Esta constatação converge com informações de outros alegados conhecedores do texto integral da mensagem de Fátima.

Quem está atento ao que se passa no mundo e na Igreja apercebe-se facilmente de que alguns dos perigos aos quais se referia João Paulo II em 1984, infelizmente, já se abateram sobre nós e estão a conduzir numerosas almas à perdição. checklist

Quase 33 anos depois da súplica de João Paulo II, e face a cada uma das preces aí proferidas, talvez este seja o momento para começarmos a verificar quais são os castigos que ainda não se concretizaram, para podermos estar preparados. Certamente que virão a caminho, a não ser que a humanidade acorde de repente e suplique pela verdadeira Misericórdia de Deus.

[…]

Queremos unir-nos ao nosso Redentor, nesta consagração pelo mundo e pelos homens, a qual, no seu Coração Divino, tem o poder de alcançar o perdão e de conseguir a reparação.

[…]

Que se revele uma vez mais, na história do mundo, a força salvífica infinita da Redenção: a força do Amor misericordioso! Que ele detenha o mal! Que ele transforme as consciências! Que se manifeste para todos, no vosso Imaculado Coração, a luz da Esperança!

(João Paulo II – ato de consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria a 25 de março de 1984)

O perdão, a verdadeira misericórdia, alcança-se com o nosso arrependimento, conversão e reconciliação com Deus e nunca através do propósito de permanecer no pecado, a pretexto de um nova e falsa misericórdia barata. Qualquer perigo material, incluindo a fome ou um eventual holocausto nuclear, será sempre um mal menor quando comparado com a “perda da consciência do bem e do mal”.

Basto 10/2016

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