Bispos portugueses discutem critérios comuns para a aplicação da “Amoris Laetitia”

Chegou a vez de Portugal. Os bispos da região Centro reuniram-se em Ílhavo, no passado dia 30 de janeiro, para discutirem critérios comuns de aplicação das inovações radicais da controversa exortação apostólica Amoris Laetitia.

bispos-centro
Agência Ecclesia, 30/01/2017

A notícia da Agência Ecclesia não refere quais foram as dioceses representadas nesta reunião episcopal, mas convém lembrar que as inovações doutrinais/pastorais do Papa Francisco encontraram uma forte adesão nos bispos da região Centro, muito tempo antes da aprovação da revolucionária exortação apostólica. Foi precisamente um grupo de bispos da região Centro que, na assembleia plenária de 2015, de acordo com o semanário Sol, defendeu a abertura da Sagrada Comunhão aos divorciados “recasados”. Segundo o mesmo jornal, os bispos defensores das ideias radicais do Papa Francisco eram então liderados pelo representante da diocese de Leiria-Fátima, D. António Marto, que entretanto confessou uma grande satisfação pelas inovações introduzidas com a publicação da Amoris Laetitia.

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Agência Ecclesia, 12/04/2016

De “modo genial”? Esta solução é absolutamente espantosa… Mas como é que ninguém se lembrara antes de um truque – que afinal é – tão simples e pragmático? Um truque de “misericórdia” que, por exemplo, teria salvo as cabeças de João Batista, de Tomás Muro ou de João Fisher, entre outros. Seria por falta de misericórdia ou por temor a Deus?

À medida que se aproxima a visita papal a Portugal, agendada para os dias 12 e 13 de maio, pode crescer, no clero português, a vontade de agradar ao Santo Padre – o que é normal. Os portugueses sempre foram bons anfitriões, principalmente quando se trata do mais alto representante de Cristo na Terra. Contudo, neste momento concreto em que vivemos, a cordialidade e o amor fraternal para com o Santo Padre significa também, e acima de tudo, ajudá-lo na sua função primordial: confirmar os seus irmãos na Fé (Lc 22, 32), na Fé verdadeira de Jesus Cristo, sublime e imutável.

Há 100 anos, em Fátima, as aparições do Anjo de Portugal e de Nossa Senhora do Rosário atestaram a Verdade Católica sobre a Eucaristia, o Matrimónio, o pecado, a Reconciliação com Deus e a irrevogabilidade dos dogmas. Que essa mesma Verdade seja aqui, uma vez mais, confirmada durante o centenário das aparições, pois os fiéis do mundo inteiro olham para Fátima à procura de um sinal claro para este tempo de “desorientação diabólica” e de ataques constantes ao Imaculado Coração de Maria.

Nossa Senhora de Fátima necessita de Portugal e dos portugueses.

Basto 2/2017

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